KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária): história, imóveis, vacância, dividendos e relatório gerencial
KNRI11 é o Kinea Renda, FII de escritórios e galpões desde 2010. Veja a história, os imóveis, a vacância, quanto paga, os riscos e os dados mais recentes.

Atualizado em: 21 de outubro de 2026
O KNRI11 é o código do Kinea Renda Imobiliária, um dos fundos imobiliários mais tradicionais do Brasil: desde 2010, ele é dono de prédios de escritórios e galpões logísticos e repassa os aluguéis aos cotistas todo mês. Hoje são 18 imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, alugados a mais de 150 empresas, entre elas Google, BASF, Bunge, Lojas Renner e Kimberly-Clark. A gestão é da Kinea, gestora do grupo Itaú.
Nesta página você encontra o que é o KNRI11, como funciona a carteira, a história do fundo desde a primeira emissão (com os acertos e os tropeços), quanto ele paga, como anda a vacância, os riscos e um quadro com os números mais recentes, que vamos atualizando. Se você procurava o relatório gerencial do KNRI11, o quadro de dados e a seção “Como ler o relatório” resumem o que importa.
Nome: Kinea Renda Imobiliária FII (KNRI11).
Tipo: fundo de tijolo, com escritórios e galpões logísticos.
Gestora: Kinea Investimentos (grupo Itaú). Administrador: Intrag DTVM.
Início: 11 de agosto de 2010.
Taxa: 1,11% ao ano sobre o valor de mercado das cotas, sem taxa de performance.
Imóveis: 18 (12 edifícios comerciais e 6 centros logísticos).
Cotistas: 313.851 (setembro de 2026).
Patrimônio: R$ 4,62 bilhões.
Último rendimento: R$ 1,10 por cota, pago em 15 de outubro de 2026.
O que é o KNRI11?
O KNRI11 é um fundo imobiliário de tijolo: ele compra imóveis prontos, aluga para empresas e distribui o aluguel aos cotistas. Quem compra uma cota passa a ter uma fração de prédios que, sozinho, jamais conseguiria comprar, como torres corporativas na região da Avenida Chucri Zaidan, em São Paulo.
A estratégia mistura dois tipos de imóvel. Os escritórios respondem por cerca de 62% da receita e os galpões logísticos, por 38%, segundo a carta do gestor de setembro de 2026. A mistura é proposital: quando o mercado de escritórios sofre, como na pandemia, os galpões ajudam a segurar a renda, e vice-versa. Por isso, muitas plataformas o classificam como fundo híbrido. Veja as diferenças em FII de papel, tijolo ou híbrido.

Quem cuida do KNRI11?
A gestora é a Kinea Investimentos, que se apresenta como “uma empresa Itaú”. Ela escolhe os imóveis, negocia os aluguéis e decide compras e vendas. O administrador é a Intrag DTVM, também do grupo Itaú, responsável pela parte legal e pelos informes à CVM.
A taxa é de 1,11% ao ano sobre o valor de mercado das cotas, e não sobre o patrimônio, e inclui administrador, gestor, escriturador e custodiante. Não há taxa de performance. O fundo tem a oitava maior participação no IFIX, o índice dos fundos imobiliários da B3, com 2,92%.

A história do KNRI11
A trajetória do KNRI11 tem um ponto que poucos fundos podem mostrar: dados de rentabilidade para cada uma das oito emissões, publicados pela própria gestora. Eles revelam que o resultado do investidor dependeu muito de quando ele entrou.
- 2010, o começo: o fundo foi constituído em 11 de agosto de 2010, e a primeira emissão de cotas saiu em 15 de setembro. A estratégia inicial era comprar prédios corporativos e centros de distribuição de alto padrão, prontos para alugar.
- 2011 a 2013, a expansão: vieram a 2ª (2011), a 3ª (2012) e a 4ª emissão (fevereiro de 2013). O fundo comprou ativos que estão na carteira até hoje, como o centro de distribuição de Pouso Alegre (MG), à beira da Rodovia Fernão Dias, que integra o portfólio desde 2013.
- Junho de 2014, o desdobramento: o fundo desmembrou suas cotas em 2 de junho de 2014. Por isso, os valores antigos de cota aparecem ajustados nos relatórios.
- 2013 a 2017, a fase difícil: vieram a recessão de 2015 e 2016 e anos ruins para o mercado de escritórios. Quem entrou na 4ª emissão, a R$ 163,43 (valor ajustado), ainda tem retorno abaixo do CDI 13 anos depois: 74,6% do CDI, segundo a gestora. A cota de mercado, de R$ 157,01 em setembro de 2026, segue abaixo daquele preço.
- 2017 a 2021, novas emissões: a 5ª (2017), a 6ª (2019) e a 7ª (2021) trouxeram dinheiro para novos imóveis. Os cotistas saltaram de 35 mil no fim de 2018 para 151 mil em 2019 e 227 mil em 2020, segundo os informes à CVM.
- 2020 a 2022, o problema do Rio: na pandemia, inquilinos deixaram prédios corporativos no Rio de Janeiro, como a petroleira Karoon, que devolveu meio andar no Lagoa Corporate. Em outubro de 2022, 81% da vacância de escritórios do fundo estava concentrada no Rio, segundo o FIIs.com.br.
- 2024, a 8ª emissão: em abril, o fundo voltou a captar, a R$ 159,54 por cota, e o número de cotas subiu de 24,2 milhões para 28,2 milhões.
- 2025 e 2026, a reciclagem: a gestão passou a vender imóveis com lucro. A maior venda foi a de 90% do Jundiaí Industrial Park, concluída em janeiro de 2026, por R$ 255 milhões, com lucro estimado de R$ 77 milhões (R$ 2,73 por cota), segundo o Suno. Com isso, o rendimento mensal subiu para R$ 1,10 a partir de março de 2026. Em setembro, concluiu a venda do PIB Sumaré, um dos imóveis mais antigos da carteira, por R$ 26 milhões.
Quem entrou em 2010
Quem entrou em 2013
Quem entrou em 2024
Retorno total = variação da cota + rendimentos distribuídos, até 30/09/2026, sem IR sobre ganho de capital. Fonte: carta do gestor de setembro de 2026.
A lição vale para qualquer fundo imobiliário: rendimento mensal estável não garante bom retorno se o preço de entrada for alto. Quem comprou na emissão de 2013, a R$ 163,43 por cota, ainda não alcançou o CDI mais de 13 anos depois.
Quantos cotistas tem o KNRI11?
O fundo chegou ao recorde de 323 mil cotistas em junho de 2026 e perdeu cerca de 10 mil em julho, segundo os dados abertos da CVM. Diferentemente do MXRF11, cuja cota fica perto de R$ 10, a cota do KNRI11 custa mais de R$ 150, o que o afasta de quem está começando. Veja a página do MXRF11, o fundo com mais cotistas do país.

Quais imóveis o KNRI11 tem?
Segundo a carta de setembro de 2026, a carteira tem 18 propriedades: 12 edifícios comerciais, com 167 mil m² de área locável do fundo, e 6 centros logísticos, com 473 mil m².
Escritórios (12)
Galpões logísticos (6)
Entre os inquilinos citados pela gestora estão Google, WeWork, BASF, CTEEP, Bunge, SAP, Votorantim, Lojas Renner, Kimberly-Clark, Marisa, Foxconn e o escritório Pinheiro Neto. Por setor, a indústria responde por 44% dos contratos, o comércio por 20% e os serviços por 17%. Cerca de 66% da receita vem de São Paulo, 18% do Rio e 17% de Minas Gerais.
Duas curiosidades da carteira: o Biosquare, em Pinheiros, é um prédio em construção do qual o fundo tem 69%, com R$ 353 milhões já aportados. E parte do fluxo de recebíveis ligado ao CD Cabreúva foi “vendida” como CRI por R$ 200 milhões, a IPCA + 7,25% até 2036. Na prática, é uma forma de o fundo antecipar recursos, que funciona como uma dívida.

Quanto o KNRI11 paga de dividendos?
O KNRI11 paga R$ 1,10 por cota por mês desde março de 2026. O rendimento de setembro foi pago em 15 de outubro. Com a cota a R$ 157,01, isso dá cerca de 0,70% ao mês. Em junho de 2026, a distribuição foi maior, equivalente a cerca de R$ 1,38 por cota, segundo o informe enviado à CVM.
Um ponto que vale acompanhar: em julho, a venda de um imóvel gerou lucro de R$ 19 milhões, e o resultado do mês chegou a R$ 1,61 por cota, mas o fundo pagou R$ 1,10 e guardou o restante em reserva. Já em agosto, o resultado foi de R$ 0,92 por cota, abaixo dos R$ 1,10 pagos, segundo o FIIs.com.br. A reserva serve justamente para manter o rendimento estável nos meses mais fracos.
Com a cota a R$ 157,01 e o rendimento de R$ 1,10, são necessárias 143 cotas, cerca de R$ 22,5 mil, para que os rendimentos de um mês comprem uma cota nova. É quase 27 vezes o valor do número mágico do MXRF11, porque a cota é muito mais cara.
Para a pessoa física, os rendimentos são isentos de IR quando o fundo tem as cotas negociadas na bolsa e pelo menos 100 cotistas e o investidor tem menos de 10% das cotas, entre outras condições da Lei 11.033. O lucro na venda das cotas paga 20% de IR.
Como está a vacância do KNRI11?
A vacância é a fatia dos imóveis que está vazia, sem inquilino. É a pergunta mais buscada sobre o fundo, e a resposta tem duas medidas:
Vacância física: 1,84%
Vacância financeira: 4,66%
A queda de setembro veio da venda do PIB Sumaré e de trocas rápidas de inquilinos: no Boulevard Corporate Tower, em Belo Horizonte, saiu a CI&T e entrou a Construtora Remo no mesmo mês. A vacância está toda nos escritórios (10,11% de vacância financeira), já que os galpões estavam 100% alugados, segundo a carta do gestor. Em setembro, o fundo também renovou por cinco anos o contrato do CD Pouso Alegre, de 87.750 m², por um aluguel acima do anterior.
Como ler o relatório gerencial do KNRI11
A Kinea publica todo mês a carta do gestor, com 9 páginas, no site oficial do fundo. Vá direto a estes pontos:
- Vacância física e financeira: e em quais imóveis estão as áreas vagas.
- Movimentação de inquilinos: quem entrou, quem saiu e quem renovou.
- Vencimento e revisão dos contratos: o prazo médio restante era de 3,14 anos em setembro de 2026. Contratos que vencem logo podem ser renovados por um aluguel maior ou menor.
- Resultado x rendimento e reserva: se o fundo gerou o que pagou ou usou reserva.
- Vendas e alavancagem: vendas com lucro e dívidas, como o CRI do CD Cabreúva e o financiamento do Biosquare.
O passo a passo completo está em como ler um relatório gerencial de FII em 15 minutos.

Quais são os riscos do KNRI11?
Vacância e inquilinos
Juros e preço da cota
Obras e dívidas
O fundo não tem garantia do FGC, e rendimento passado não garante rendimento futuro. Nem todo contrato é de longo prazo: 55% da receita vem de contratos típicos, que podem ser revistos ou encerrados com mais facilidade.
Dados mais recentes do KNRI11
Rendimento: R$ 1,10 por cota (setembro), pago em 15/10/2026.
Cota de mercado: R$ 157,01. Valor patrimonial: R$ 163,64 (30/09/2026).
Patrimônio líquido: R$ 4,62 bilhões.
Cotistas: 313.851, dos quais 313.482 pessoas físicas e 22 investidores estrangeiros.
Cotas: 28.204.047.
Vacância física: 1,84%. Vacância financeira: 4,66%.
Imóveis: 18 (12 escritórios e 6 galpões), mais de 150 inquilinos.
Prazo médio restante dos contratos: 3,14 anos.
Fontes: carta do gestor de setembro de 2026 e informe mensal entregue à CVM.
Esta página não traz recomendação de compra ou venda.
Perguntas frequentes sobre o KNRI11
O que é o KNRI11?
É o código na bolsa do Kinea Renda Imobiliária, um fundo imobiliário de tijolo que é dono de prédios de escritórios e galpões logísticos e distribui os aluguéis aos cotistas. É gerido pela Kinea, do grupo Itaú.
Quanto o KNRI11 paga por mês?
Desde março de 2026, o fundo paga R$ 1,10 por cota por mês. Com a cota a R$ 157,01, isso dá cerca de 0,70% ao mês, isento de IR para a pessoa física que cumpre as condições da lei.
Qual a vacância do KNRI11?
Em setembro de 2026, a vacância física era de 1,84% e a financeira, de 4,66%, segundo a carta do gestor. Toda a área vaga estava nos escritórios; os galpões estavam 100% alugados.
Quantas cotas de KNRI11 preciso para ganhar R$ 1.000 por mês?
Com R$ 1,10 por cota, seriam cerca de 910 cotas, ou aproximadamente R$ 143 mil com a cota a R$ 157,01. O cálculo muda sempre que o rendimento ou o preço mudam.
Qual o número mágico do KNRI11?
Com a cota a R$ 157,01 e rendimento de R$ 1,10, são 143 cotas: com elas, o rendimento de um mês compra uma cota nova.
Quais empresas alugam imóveis do KNRI11?
São mais de 150 inquilinos. Entre os citados pela gestora estão Google, WeWork, BASF, Bunge, SAP, Votorantim, Lojas Renner, Kimberly-Clark, Marisa e Foxconn.
O KNRI11 é seguro?
Não existe investimento sem risco. O KNRI11 não tem FGC, a cota oscila na bolsa e a renda depende de os imóveis seguirem alugados. Quem entrou na emissão de 2013 ainda tem retorno abaixo do CDI.
Onde encontro o relatório gerencial do KNRI11?
No site da Kinea, na página do fundo, onde ficam a carta do gestor mensal, os informes e a planilha de fundamentos. Os informes oficiais também ficam nos dados abertos da CVM.