Quem é o dono da Piracanjuba? A família goiana por trás da 2ª maior indústria de leite do Brasil
A Piracanjuba é brasileira e pertence à família Helou, de Goiás, que comprou a pequena fábrica de manteiga em 1974. Veja como ela virou a 2ª maior indústria de laticínios do país, com R$ 12 bilhões em vendas.

A Piracanjuba é brasileira e pertence à família Helou, de Goiás. Os irmãos Cesar e Marcos Helou controlam a empresa, cujo nome oficial é Laticínios Bela Vista. Em 2024, os dois passaram ao conselho de administração, e o comando do dia a dia foi entregue a Luiz Claudio Lorenzo, o primeiro CEO de fora da família. Com faturamento de R$ 12 bilhões em 2025, a Piracanjuba é a segunda maior indústria de laticínios do Brasil, atrás apenas da francesa Lactalis.
Veja abaixo como uma pequena fábrica de manteiga no interior de Goiás virou uma das marcas de leite mais conhecidas do país.
Quem é o dono da Piracanjuba
A empresa é de capital fechado e controlada pelos irmãos Cesar e Marcos Helou, filhos do casal que comprou o negócio em 1974. O negócio está com a família desde 1974 e não tem ações negociadas na bolsa.
Em 2024, a família profissionalizou o comando: os irmãos foram para o conselho, e Luiz Claudio Lorenzo, que estava havia 17 anos na companhia, a maior parte no time comercial, assumiu como CEO — o primeiro executivo de fora da família no cargo, segundo reportagem da revista Exame.
1955: a fabriqueta que levava o nome da cidade
A história começa em 1955, na cidade de Piracanjuba, no interior de Goiás. Uma pequena fábrica de laticínios funcionava numa chácara e vendia seus produtos com o nome da cidade estampado no rótulo — origem da marca que hoje está nos supermercados de todo o país.
Em 1974, o casal Saladi e Cleópatra Helou assumiu a pequena fábrica, que produzia manteiga. Depois da morte de Saladi, os filhos Cesar e Marcos passaram a liderar o negócio, em 1985. Sob o comando dos irmãos, a empresa cresceu, instalou sua maior fábrica em Bela Vista de Goiás e a sede administrativa em Goiânia.

A expansão: fábricas da Nestlé, whey e Nordeste
Nos últimos anos, a Piracanjuba cresceu comprando e construindo fábricas:
- 2020: comprou três fábricas da Nestlé, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro;
- 2024: comprou a Emana, marca de suplementos como proteínas, creatina e vitaminas;
- 2025: abriu sua primeira fábrica no Nordeste e completou 70 anos;
- Paraná: investiu R$ 612 milhões numa fábrica em São Jorge d’Oeste para transformar o soro do leite em ingredientes de bebidas proteicas, como o whey.
Hoje, segundo a Exame, são nove fábricas em oito estados, com capacidade para processar até 6 milhões de litros de leite por dia. A aposta em proteína é uma forma de sair da guerra de preços do leite comum, um produto em que a margem de lucro é apertada.
Resumo: de quem é a Piracanjuba
A Piracanjuba é uma empresa brasileira, nascida em 1955 na cidade goiana de mesmo nome e comprada em 1974 pela família Helou. Os irmãos Cesar e Marcos Helou controlam o grupo, de capital fechado, e desde 2024 o CEO é Luiz Claudio Lorenzo. Com R$ 12 bilhões de faturamento em 2025, é a segunda maior indústria de laticínios do país. Para conhecer outra gigante de alimentos que nasceu no interior, vale ler também a história da BRF, dona de Sadia e Perdigão.
Fontes: Exame — Piracanjuba fatura R$ 12 bilhões e investe em whey (27/02/2026), Exame — o novo ciclo do leite, Dinheiro Rural — a incrível fábrica de leite, WikiGoiás — Piracanjuba e Piracanjuba — 70 anos.
