A história do Assaí: do jovem de 19 anos que revendia farinha à maior rede de atacarejo do Brasil
Rodolfo Jungi Nagai tinha 19 anos quando começou a revender farinha para padarias de São Paulo, em 1974. Meio século depois, o negócio que ele fundou se separou do GPA, virou empresa independente na bolsa e superou sua ex-controladora em faturamento, tornando-se a maior rede de atacarejo do Brasil.

O Assaí começou com um jovem de 19 anos revendendo farinha para padeiros. Em 1974, Rodolfo Jungi Nagai passou a comprar farinha de trigo para revender a pequenas padarias de São Paulo — um negócio simples que, meio século depois, se tornaria a maior rede de atacarejo do Brasil, grande o bastante para superar em faturamento a própria empresa que um dia o controlou.
1974: a revenda de farinha que deu origem ao Assaí
Rodolfo Jungi Nagai tinha apenas 19 anos quando começou a comprar farinha de trigo para revender a pequenas padarias de São Paulo. O nome do negócio, Assaí, foi inspirado na palavra japonesa “Asahi”, que significa “sol nascente” — origem que até hoje aparece no logotipo da marca. Em 1981, a empresa abriu sua primeira loja oficial, num espaço 13 vezes maior que o inicial, atraindo cerca de 2 mil pessoas, a maioria ambulantes que revendiam os produtos comprados. Em 1985, o Assaí já era o maior revendedor de mussarela de São Paulo.

Do atacado ao consumidor final: a virada do autosserviço
Até então voltado a pequenos comerciantes, o Assaí passou nos anos 1990 a adotar o modelo de autosserviço, abrindo as portas também ao consumidor final em busca de economia na compra em maior quantidade. Essa mudança de modelo lançou as bases do que viria a ser chamado de “atacarejo” — um formato que misturava atacado e varejo e que, décadas depois, se tornaria um dos segmentos de maior crescimento do comércio brasileiro.
A compra pelo GPA e a expansão nacional
Em 2007, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) comprou 60% do Assaí por R$ 175 milhões, assumindo o controle total da empresa em 2009. Sob a liderança de Belmiro Gomes, a rede acelerou sua expansão pelo país: o primeiro Centro de Distribuição foi inaugurado em Osasco (SP) em 2010, e novas lojas se espalharam por todas as regiões do Brasil ao longo da década seguinte. O crescimento foi tão acentuado que, em 2020, ainda como subsidiária do GPA, o Assaí já faturava R$ 39,4 bilhões — mais que os R$ 30 bilhões da própria controladora.

2021: a cisão que formalizou a virada de tamanho
Em 1º de março de 2021, foi concluída a cisão entre Assaí e GPA: as duas empresas passaram a operar de forma independente, cada uma com ações próprias negociadas na B3, o Assaí sob o ticker ASAI3. A separação apenas formalizou, no papel, uma inversão que os números já mostravam desde antes — a “subsidiária” havia se tornado maior que a “matriz”. Hoje, o Assaí opera mais de 300 lojas em 24 estados brasileiros, consolidado como a maior rede de atacarejo do país, meio século depois de nascer da revenda de farinha de um jovem de 19 anos.

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Fontes: Wikipédia (inglês) — Assaí Atacadista, Revista Assaí — “50 anos do Assaí: cinco décadas com (muita) história pra contar” e SuperHiper — “Os fatores que fizeram o Assaí superar o GPA”.
