A história da Petz: da falência que virou pet shop 24 horas à fusão que criou a AUAU3

Depois de quebrar em 2002 com uma distribuidora de alimentos, Sergio Zimerman abriu na mesma esquina o primeiro pet shop 24 horas do mundo. Duas décadas depois, a Petz virou a primeira empresa do setor pet na bolsa e se fundiu com a Cobasi, criando a AUAU3.

A história da Petz: da falência que virou pet shop 24 horas à fusão que criou a AUAU3

A Petz nasceu do fracasso de outro negócio, na mesma esquina onde ele quebrou. Em 2002, Sergio Zimerman viu sua distribuidora de alimentos, a Super Brasil, ser derrubada pela taxa Selic alta. No lugar dela, na Marginal Tietê, em São Paulo, abriu uma loja de produtos para animais. Duas décadas depois, aquele pet shop se tornaria a primeira empresa do setor a abrir capital na bolsa brasileira — e, mais recentemente, protagonista de uma das maiores fusões do varejo pet do país.

2002: uma falência e um pet shop na mesma esquina

Sergio Zimerman comandava a Super Brasil, uma distribuidora de alimentos que não resistiu ao aumento da taxa Selic em 2002 e fechou as portas. No mesmo ano, no mesmo endereço na Marginal Tietê onde o negócio anterior havia quebrado, Zimerman abriu a Pet Center Marginal, uma loja voltada para produtos e serviços para cães e gatos. Foi o início de uma trajetória que, décadas depois, colocaria a marca no radar do mercado financeiro.

Cão golden retriever, ilustrando o público pet atendido pela Petz
Da distribuição de alimentos para humanos aos produtos para cães e gatos: a virada de rota que deu origem à Petz.

2003: o primeiro pet shop 24 horas do mundo

Apenas um ano depois de abrir a primeira loja, a Pet Center Marginal se tornou, em 2003, o primeiro pet shop a funcionar 24 horas por dia no mundo — um diferencial que ajudou a rede, já rebatizada Petz, a se destacar em um mercado até então dominado por pequenos comércios de bairro. Em 2007, a empresa deu um passo além na diversificação de serviços ao inaugurar seu primeiro centro de estética e banho e tosa em maior escala, consolidando um modelo de loja completa para donos de pets.

De private equity à bolsa: o IPO de 2020

Em 2013, a gestora de private equity Warburg Pincus comprou 50,01% da Petz, aporte que financiou anos de expansão da rede pelo país. Sete anos depois, em setembro de 2020, a empresa deu um passo histórico: estreou na B3, tornando-se a primeira companhia do setor pet a abrir capital na bolsa brasileira. A oferta captou R$ 3,03 bilhões, validando o modelo de negócio nascido na Marginal Tietê quase duas décadas antes.

Gato doméstico, ilustrando o público pet atendido pela Petz
O IPO de 2020 na B3 tornou a Petz a primeira empresa do setor pet a abrir capital na bolsa brasileira.

2026: a fusão com a Cobasi e o nascimento da AUAU3

Em agosto de 2024, Petz e Cobasi anunciaram a fusão das duas redes, unindo dois dos maiores nomes do varejo pet do Brasil. A operação foi aprovada pelo Cade em 10 de dezembro de 2025 e, em 5 de janeiro de 2026, as ações da companhia combinada passaram a ser negociadas na B3 sob um novo ticker: AUAU3. A empresa resultante da fusão soma receita de R$ 7,9 bilhões, 483 lojas e 11% de participação de mercado, com a liderança executiva do grupo combinado sob Paulo Nassar, fundador da Cobasi. Da falência de uma distribuidora de alimentos ao ticker que hoje representa duas das maiores redes pet do país, a trajetória da Petz mostra como uma reviravolta pessoal pode dar origem a um dos maiores negócios do setor.

Logotipo oficial do Grupo Petz Cobasi, criado após a fusão entre as duas redes
Petz e Cobasi: da concorrência à fusão que criou a AUAU3 na B3.

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Fontes: Wikipédia — Petz, reportagens de mercado sobre o IPO da Petz na B3 (setembro de 2020) e reportagens de mercado sobre a fusão Petz–Cobasi, aprovação do Cade e migração para o ticker AUAU3 (2024–2026).

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