A história da Cacau Show: dos ovos de Páscoa feitos por um adolescente de 17 anos à compra do Playcenter
Aos 17 anos, Alexandre Costa aceitou uma encomenda de 2 mil ovos de Páscoa que ninguém mais topava fazer e usou o lucro para fundar a Cacau Show. A empresa virou a maior rede de chocolates finos do mundo e, em 2024, surpreendeu o mercado ao comprar o Grupo Playcenter, entrando no ramo de parques de diversão.

A Cacau Show nasceu de uma encomenda que ninguém mais queria aceitar. Em 1988, aos 17 anos, Alexandre Costa topou produzir 2 mil ovos de Páscoa de 50 gramas que uma fornecedora da família não conseguiu entregar — um tamanho que nenhum fabricante estava disposto a fazer. O lucro dessa aposta virou o capital inicial de uma empresa que se tornaria a maior rede de chocolates finos do mundo e que, quase 40 anos depois, surpreenderia o mercado com uma compra que nada tem a ver com chocolate.
1988: os ovos de Páscoa que ninguém queria fazer
Alexandre Tadeu da Costa tinha 17 anos quando aceitou o desafio: produzir 2 mil ovos de Páscoa de 50 gramas para um cliente que uma fornecedora da família não conseguiu atender. Sem fabricante disposto a produzir aquele tamanho específico, ele mesmo comprou a matéria-prima e produziu os ovos artesanalmente, com ajuda contratada, em apenas três dias — usando um fusca para fazer as entregas. O lucro da operação, cerca de US$ 500, virou o capital inicial da Cacau Show, criada numa sala nos fundos da empresa dos pais, no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo.

Franquias e a corrida para virar a maior do Brasil
A primeira loja própria da marca abriu no fim de 2001. A partir daí, o crescimento foi rápido: 18 lojas padronizadas em 2002, saltando para 46, depois 130 e, um ano depois, 230 — números que já colocavam a Cacau Show como a maior rede de chocolates finos do Brasil em quantidade de lojas. Em 2004, a empresa deu um passo decisivo ao iniciar a operação em formato de franquias, acelerando ainda mais a expansão pelo país. Em 2005, a Cacau Show foi eleita “Melhor Franquia do Ano” pela Editora Globo em parceria com a Fundação Getúlio Vargas — reconhecimento que confirmava a solidez do modelo de negócio.
De maior do Brasil a maior do mundo
Em 2008, a Cacau Show ultrapassou a norte-americana Rocky Mountain e se tornou a maior rede de lojas de chocolates finos do mundo. Dois anos depois, em 2010, a marca atingiu a marca de 1.000 lojas no Brasil. A empresa também investiu em verticalizar parte da própria cadeia produtiva: em 2011, comprou três fazendas de cacau em Linhares, no Espírito Santo. Em 2013, criou a holding Cacau Par, que adquiriu 50,1% de controle da rede Brigaderia — sinalizando que a estratégia de crescimento por aquisições já fazia parte dos planos da empresa muito antes do capítulo mais surpreendente de sua história.

2024: da fábrica de chocolate aos parques de diversão
Em 20 de fevereiro de 2024, a Cacau Show anunciou a compra do Grupo Playcenter — dono do parque de diversões que foi um ícone de São Paulo por quase 40 anos e que hoje opera unidades Playland dentro de shopping centers por todo o país. Com a aquisição, cujo valor não foi divulgado, a empresa passou a deter todas as marcas e ativos do grupo, entrando formalmente no ramo de entretenimento — um desvio de rota tão inesperado para uma fabricante de chocolates que a imprensa batizou Alexandre Costa de “Willy Wonka brasileiro”. Hoje, a Cacau Show soma mais de 4.500 lojas pelo Brasil e fatura mais de R$ 6 bilhões por ano — uma trajetória que começou com um adolescente de 17 anos produzindo ovos de Páscoa num fusca e hoje inclui a administração de parques de diversão.

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Fontes: Suno — “Ale Costa: quem é o fundador da Cacau Show”, Sua Franquia — “A trajetória de Alexandre Costa, fundador da Cacau Show” e Forbes — “Cacau Show anuncia aquisição do Grupo Playcenter”.
