Quem é o dono da Kopenhagen? Da cozinha de imigrantes letões à compra pela Nestlé

A Kopenhagen pertence à Nestlé desde 2024, quando o Cade aprovou a compra do Grupo CRM, dono também da Brasil Cacau. Veja a história da marca fundada em 1928 em São Paulo e todos os donos que ela teve.

Quem é o dono da Kopenhagen? Da cozinha de imigrantes letões à compra pela Nestlé

A Kopenhagen pertence à Nestlé. A multinacional suíça anunciou em setembro de 2023 a compra do Grupo CRM, dono da Kopenhagen e da Brasil Cacau, e o Cade aprovou o negócio sem restrições em fevereiro de 2024. Com isso, a Kopenhagen passou a ter o mesmo dono da Garoto. A marca, porém, é bem mais antiga que o negócio: nasceu em 1928, em São Paulo, na cozinha de um casal de imigrantes letões.

Veja abaixo quem é o dono da Kopenhagen hoje e por quantas mãos a marca passou em quase cem anos.

Quem é o dono da Kopenhagen

A Kopenhagen faz parte do Grupo CRM, que reúne também a rede Brasil Cacau e a cafeteria Kop Koffee. Desde 2024, o controle do grupo é da Nestlé Brasil, que comprou a participação do fundo americano Advent International. O valor não foi divulgado oficialmente, mas foi estimado pelo mercado em cerca de R$ 4,5 bilhões. Quando o negócio foi anunciado, o grupo somava mais de mil lojas: mais de 600 da Kopenhagen e mais de 400 da Brasil Cacau.

A executiva Renata Vichi, da família que comprou a Kopenhagen em 1996, continuou como sócia e CEO depois da venda. Em dezembro de 2025, ela deixou o comando do grupo após quase 30 anos, e o cargo passou em janeiro de 2026 para Fernando Vichi, então diretor de operações.

1928: o marzipã do casal Kopenhagen

A história começa em 1928, em São Paulo, com o casal de imigrantes letões David e Anna Kopenhagen. A produção era feita na cozinha de casa, e um dos primeiros produtos foi o marzipã, doce europeu feito de amêndoas e açúcar, até então pouco conhecido no Brasil. O sucesso levou à abertura da primeira loja, no centro da capital paulista.

Em 1943, a família abriu a primeira fábrica de chocolates da marca, no bairro do Itaim Bibi. A produção em escala permitiu ampliar o cardápio, e a Kopenhagen se firmou como uma marca de chocolates finos, com produtos que viraram clássicos, como a Língua de Gato e a Nhá Benta.

Fachada de uma loja Kopenhagen em shopping do Rio de Janeiro, com o logo da marca e uma placa com a inscrição fundada em 1928
Loja Kopenhagen no Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro; na vitrine, a placa “Fundada em 1928”. Foto: Eduardo P, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Os donos da Kopenhagen ao longo do tempo

1928
David e Anna Kopenhagen fundam a marca em São Paulo.

1996
O empresário Celso Ricardo de Moraes compra a Kopenhagen, que passa a integrar o Grupo CRM.

2020
O fundo americano Advent International assume o controle do grupo.

2024
A Nestlé conclui a compra do Grupo CRM, aprovada pelo Cade sem restrições.

Entre um dono e outro, o Grupo CRM lançou em 2009 a Brasil Cacau, sua segunda rede de lojas de chocolate, que em 2023 já somava mais de 400 unidades.

A compra pela Nestlé

A Nestlé anunciou o acordo em 7 de setembro de 2023. Em 9 de fevereiro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade aprovou a operação sem restrições, avaliando que não havia elementos para a Nestlé exercer poder de mercado nos mercados analisados. O caso contrasta com o da Garoto, comprada pela mesma Nestlé em 2002 e só aprovada pelo Cade em 2023, 21 anos depois.

Com a compra, a Nestlé passou a ter, além das marcas de supermercado, duas redes de lojas de chocolate no país, num mercado em que também disputam espaço a Cacau Show e outras redes de franquias.

Resumo: de quem é a Kopenhagen

A Kopenhagen foi fundada em 1928, em São Paulo, pelos imigrantes letões David e Anna Kopenhagen. Passou à família de Celso Ricardo de Moraes (Grupo CRM) em 1996, ao fundo Advent em 2020 e, desde 2024, pertence à Nestlé, que também é dona da Garoto. A Brasil Cacau faz parte do mesmo grupo.

Fontes: Nestlé Brasil — comunicado da aquisição do Grupo CRM, Exame — Cade aprova venda do Grupo CRM, O Tempo — a história da Kopenhagen, Safra — valor estimado do negócio e Forbes Brasil — Renata Vichi deixa a presidência.

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